sexta-feira, 19 de julho de 2013

"Até mesmo em momentos de felicidade e entusiasmo (especialmente em momentos de felicidade e entusiasmo), eu nunca conseguia esquecê-lo por muito tempo. (...) E eu tinha a sensação de que isso nunca iria mudar, de que eu nunca me libertaria."


Comer, rezar, amar.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Old habits die hard

Te marchaste sin aviso
Te busque y no estabas ya
El destino así lo quiso
Pero tu alma no se ira
Eras mi cómplice en los sueños
Sabíamos que un día, unidos volaríamos
Se que tus alas se quedan conmigo
Que desde el cielo tu abrazo es mi abrigo
Ángel divino me cuidas del mal
Se que camino con tu compañía
Que con tu voz se me encienden los días
Aunque tu puerta hoy este mas allá
Te puedo escuchar
Guardo el aire de tu risa que me da felicidad
Te recuerdo muy cerca mio compartiéndome tu paz
Tanta alegría daba verte
Quererte no se olvida, aun me llueven lagrimas
Se que tus alas se quedan conmigo
Que desde el cielo tu abrazo es mi abrigo
Ángel divino me cuidas del mal
Se que camino con tu compañía
Que con tu voz se me encienden los días
Aunque tu puerta hoy este mas allá
Te puedo escuchar
En cada libro esta escrito tu nombre
En cada verso te siento cantar
Tu mano me lleva directo a tu sombra
Yo se que una noche te voy a encontrar

(Ano novo, dores antigas)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Muito mais do mesmo


"Uma espécie de bloqueio que me impede de qualquer ascensão pessoal e profissional. Por mais que eu trabalhe, por mais que eu me ache bom no que faço, e por mais que as pessoas endossem isso, há sempre uma voz em mim. E não é humildade. É um trauma, dos grandes.

Quando você termina um relacionamento, as opções se abrem. Você pode dar a volta por cima e recomeçar sua trajetória, você pode tentar recuperar seu amor perdido ou, como eu, você pode optar por fazer nada. Nada nada. Quer dizer, não exatamente nada, porque eu ocupei muito bem meus dias sentindo pena de mim e lutando bravamente para não me tornar mendigo. O que já é grande coisa, se você parar pra pensar."

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

E eu me canso, fico exausta, imploro atenção pro mundo. Choro pra Deus, torço pela capacidade de não existir só um pouquinho. Me abraço bem apertado como se, quem sabe, pudesse ficar tão pequena e, de repente, numa explosão, a vida vira um fiozinho meio prateado e escorre sem rumo pelo chão.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Das coisas que não podem ser nomeadas

"Se eu pudesse usar uma metáfora, diria que abriram a janela do meu peito e tudo de bom saiu voando. Eu carrego só uma jaula suja e escura agora. Se eu pudesse usar uma metáfora, eu diria que tiraram as rodinhas dos meus pés. Eu deslizava pelo mundo. Era macio existir. Agora eu piso seco no chão, como um robô que invadiu um planeta que já foi habitado por humanos. Mas eu não posso usar metáforas porque seria drama, seria dor, seria amor, seria poesia, seria uma tentativa de fazer algo. E tudo isso seria menos.
(...)Não te escrevo porque nada mais tem o tamanho do que eu quero dizer. Nenhum sentimento chega perto do sentimento. Nenhum ódio ou saudade ou desespero é do tamanho do que eu sinto e que não tem nome. Não sei o nome porque isso que eu sinto agora chegou antes de eu saber o que é. Acabou antes do verbo. Ficou tudo no passado antes de ser qualquer coisa. Forço um pouco e penso que o nome é morte. Me sinto morta. Sinto o mundo morto. Mas se forço um pouco mais, tentando escrever o mais verdadeiramente possível, percebo que mesmo morte é muito pouco. Eu sem nome você. Eu sem nome nós. Eu sem nome o tempo todo. Eu sem nome profundamente. Eu sem nome pra sempre."

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Você foi embora, todos crescem e eu permaneço como sempre, com essa vontade camuflada em medo de que a vida me engula. Embora nossas casas estejam lotadas e apesar de todo o riso e festas, continuo sendo aquela que tem que se esconder no banheiro pra chorar porque a vida sufoca demais. Ainda te procuro entre uma gargalhada e outra porque as coisas felizes não fazem sentido se eu não puder compartilhar com você. E fico me perguntando se é alguma espécie de castigo sentir tanta falta de deitar abraçado e ganhar um beijo na testa, porque todo mundo diz que vai passar, mas não passa nunca.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Finito, simples e triste

Você foi e levou consigo toda minha vontade. Vontade de vida, de alegria, de sonhos, de esperança. A parte de nós mim que ainda possuo permanece vulnerável o tempo todo. Porque o caos que me movia não existe. Porque nós somos um ponto final sem fim. A única incerteza que me resta é "E se ele ainda estivesse aqui?".

quarta-feira, 28 de março de 2012

"Aí eu acordo segunda, com dor de cabeça e uma tristeza que nada dá jeito. Porque você foi embora e não volta. Porque a minha vida continuou, mas é tudo mentirinha, é tudo disfarce, todo mundo é remendo pro buraco que você deixou. Toda a vida é uma mentira pra ver se eu acredito que sou feliz. Todo dia é dia de lembrar que eu te amo e não tem jeito."

quinta-feira, 8 de março de 2012

Das coisas inacabadas

Em épocas de ínicios tudo o que eu mais temo é o fim do amor. Mas os ínicios desenvolveram-se em durantes, anos e fins. E foi no nosso fim que percebi que pior do que o amor acabar é ele permanecer: lá no fundo, queimando e apontando nas noites em claro, implorando pelo não-esquecimento no exato momento em que você mais precisa deixá-lo ir. A todo instante te mandando recordações de vozes, cheiros, risadas, abraços. Te impedindo de seguir em frente embora preso naquele passado que, mesmo dolorido, você nunca cansa de lembrar. Escrever e falar para você não é cultuar alguém que já foi embora. É comemorar a triste continuidade do amor.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

"O bom é que nenhum dia é igual. Ontem, ao entrar pela porta do meu apartamento, saí de um dia péssimo. Resfriado, números, números, números, engarrafamento, roupa pra lavar, mãe ligando a cada quarto de hora, vida pra levar. Mas o pior foi uma música da Ana Carolina, esquecida no playlist, a tirar meu sono. Pedi com manha, tremendo o queixo, o mundo me obedeceu e parou pra que eu me jogasse no sofá. Om mani padme hum.

A sala escura, um filme ultrapassado na tevê que só me deixei distrair porque a pilha do controle remoto se aposentou por tempo de contribuição. Fechei os olhos e imaginei você de pé, ao lado do sofá, dizendo que não adianta pressionar forte os botões. Um pano no ombro pra limpar as mãos, perguntando com sobrancelhas de reprovação - "esse filme outra vez?" - vigiando na sua frigideira favorita aquele seus filés de sobrecoxa com ervas melhor do mundo.

Fechei meus olhos sorrindo pra não chorar. Gosto de imaginar você. Seu rosto azulado pela luz da tevê, o filme refletindo na lente dos seus óculos de armação elegante, minha melatonina despencando mansinho, um sonho gostoso se confundindo com o perfume de sálvia passeando fora da cozinha. Você se afastando bruscamente, como quem esqueceu de virar frangos."

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

"Eu ainda sou nós dois. Caminho pela rua como se tivesse trocado de cidade, com ínfimas chances de te encontrar, mesmo com todos meus fios de esperança plugados em você a 220 volts. Apesar de ter ido pra muito longe, nada supera a distância onde vai minha imaginação a respeito de você e eu. Desvio de pessoas, fruteiras, cachorros de rua, do que restou de mim mesmo.

Ando por aí, com pensamentos disléxicos lá em ti. Na minha cabeça, é sempre tempestade de brisa porque lá sempre está você. Fui daqui a Istambul, voltei até o inverno passado, viajei pra lua, qualquer lugar onde o vento me levar, pois algo me diz que é pra lá. A pé, de avião, de barco ou ultraleve, sempre me arrastando pelo chão.

Forço os olhos pra sua feição não desfigurar na minha memória, como já aconteceu com a única polaroide capaz de comprovar sua existência dentro do mesmo plano que fiz."

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

"Mesmo para os descrentes há a pergunta duvidosa: e depois da morte? Mesmo para os descrentes há o instante de desespero: que Deus me ajude. Neste mesmo instante estou pedindo que Deus me ajude. Estou precisando. Precisando mais do que a força humana. E estou precisando de minha própria força. Sou forte mas também destrutiva. Autodestrutiva. E quem é autodestrutivo também destrói os outros. Estou ferindo muita gente. E Deus tem que vir a mim, já que eu não tenho ido a Ele. Venha, Deus, venha. Mesmo que eu não mereça, venha. Ou talvez os que menos merecem precisem mais. Só uma coisa a favor de mim eu posso dizer: nunca feri de propósito. E também me dói quando percebo que feri. Mas tantos defeitos tenho. Sou inquieta, ciumenta, áspera, desesperançosa. Embora amor dentro de mim eu tenha. Só que não sei usar amor: às vezes parecem farpas. Se tanto amor dentro de mim recebi e continuo inquieta e infeliz, é porque preciso que Deus venha. Venha antes que seja tarde demais."

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

"Como se, de dentro de um planeta que sofreu irradiação, eu acenasse protegida por vidros antes de virar pó químico. Elas me olham como se eu fosse um peixe envenenado num aquário abandonado. Ninguém me olha, na verdade, mas fantasio tudo isso e é de fato muito arrogante ter um peito apaixonado. Pra que o peso do peito apaixonado não nos faça caminhar de ponta cabeças, empinamos com toda a força o coração. Como se fossemos muito diferentes e especiais por estar assim. O estado interessante. A gravidez do peito. O peito com alguém dentro. Não se sinta mal por eu ficar doze horas do meu dia olhando um ponto invisível na parede. Ou por eu gemer de leve quando chega a hora de eu acordar. Ou pela dor nos meus ombros sempre me avisarem que será mais uma luta pra não ouvir a sua voz, a mais bonita voz que se tem notícias pelos ares do mundo. Ou por eu segurar os instantes quando afundo na água, em segundos dramáticos de desistência. Ou por eu ter sempre moleiras de lágrimas iluminando meus olhos."

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Esse velho problema de flexão verbal: te conjugar no presente enquanto você permanece preso no passado.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

There's a gold frame
That sits by the window
And my heart breaks
A little more each time I try
To picture the memory inside

There's an old book
It's too hard to read it
But if you look
You'd see how you look through my eyes
 
But now one more chapter's gone by, and I know...

It's time to move on
Even though I'm not ready
I've got to be strong
And trust where you're heading
Even though it's not easy
Right now the right kind of love
Is a love that let's go

There's an old dance
That we've done forever
You give me your hand
But let me decide when to reach
You always let me be me

But now's my time to take chances
And find my own wings
And whatever happens
I know you'll be there waiting for me
 
Doesn't wanna miss the future
By staying in the past
It will always hold on
But never hold you back
And even though it's not easy
Right now the right kind of love
Is a love that let's go

It's time that I love you...
With a love that let's go
 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Segredos

"Garota, sabe, tenho uma saudade do cheiro da sua pele, tanta, que às vezes me dá uma vontade ridícula de chorar. Não só pelas vezes que minha memória olfática retroativa seu perfume de talco e amêndoas. Mas porque me vem uma certeza que eu ainda tinha mais pra amar, muita coisa pra admirar, outros pontos epidérmicos pra jamais esquecer. Você tinha alguma coisa, um segredo, uma receita que as outras não têm, não sei.

Eu queria ressuscitar o ontem e acordar no meio de um daqueles nossos erros. Eu não te negaria nenhum beijo, nenhuma conversa de pé na cozinha, nenhuma oportunidade de mudar esse meu mundo sujo que se revela a cada noite fria e solitária, nenhuma chance de desvendar essa sua alguma coisa."

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sete de Abril de 2008

O grafite cria floreios não intencionais na folha de rascunho. Os desenhos desconexos expõem minha insegurança de, como sempre, não conseguir ser perfeita. Neste ano tão estressante e atípico as incompreensões de ambos os lados pesam muito mais na hora de escrever e as lembranças de palavras ditas impedem uma comunicação mais objetiva, clara e sentimental.

As linhas que me restam parecem infinitas quando me deparo com minha impossibilidade de descrever como queria que tudo fosse. Então eu me recordo dos seus olhos cor de mel, tão bonitos, que ardem ao fim do dia implorando por carinho e reconhecimento - e as linhas parecem insuficientes para tudo o que deve ser demonstrado.

Repito suas experiências como se fossem minhas e não consigo seguir seus conselhos, absorver apenas o seu melhor. É humanamente impossível não me espelhar nos seus exemplos diários e me tornar cada vez mais parecida com você

Os ponteiros do relógio correm mais depressa agora, assim como quando estamos juntas. O tempo vai ser insuficiente para deixar registrado no papel meus sentimentos e anseios e é exatamente o que eu temo. Não quero que as imagens do bater de portas e dos gritos prevaleçam sobre todo o restante. Preciso continuar percebendo o seu erguer de sobrancelhas e os movimentos circulares do seu dedo sobre o volante do carro; anseio aprender com você como exercer com magnitude a função de mãe e amiga.
Sinto exatamente tudo aquilo pelo que você pede, mas a imaturidade sempre impede uma declaração mais aberta. O contato direto com você me faz  querer ser maior e abraçá-la é como cair no vácuo. Se amar é redundar, então redundo. Amo-a com todas as minhas forças e sou capaz do inimaginável para não permitir que isso se extingua ou diminua de intensidade.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

The unknown distance to the gray beyond
Stares back at my grieving frame
To cast my shadow by the holy sun
My spirit moans, with a sacred pain

And all that stands between the soul's release
This temporary flesh and bone
And know that it's over now
I feel my fading mind begin to roam
Every time you fall, and every time you try
Every foolish dream, and every compromise
Every word you spoke, and everything you said
Everything you left me, rambles in my head

And there's nothing I can say
There's nothing I can do now
And there's nothing I can say
There's nothing I can do now

Up above the world, so high

Everything you loved, and every time you try
Everybody's watching, and everybody cry
Stay, don't leave me, the stars can wait for your sign, don't signal now

Goodnight, travel well

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Possibilidades

Às vezes eu paro pra pensar em todas aquelas coisas ridículas de quem se acha muito adulta e madura. Se pudesse te ter de volta, corrigiria tudo aquilo. Nunca mais ficaria brava com você por todas as suas escolhas erradas nos meus sonhos. Te diria todas as coisas que me apertavam o peito e faziam minha garganta arder e você não precisaria caçar um texto meu na internet pra entender que eu fiquei magoada quando você dormiu até oito da noite. Não deixaria você passar pela porta naquele dia depois de tantos tapas na cara (talvez tivesse retribuído com um soco nesse seu nariz tão bonito, pra então quem sabe a gente ter um motivo real pra brigar), você também perderia a prova - e em meio à neura de bombar a porra da matéria de novo, daríamos um jeito de fazer as pazes (entre choros e beijos e abraços e suor e pele) que acabaria com a enxaqueca e a vergonha de mostrar as caras pro mundo que me acompanharam por uma semana.

Não sentiria ciúmes da sua prima-de-não-sei-que-grau que você pegou em alguma férias no Nordeste porque era moleque-safado-e-cheio-de-hormônios e ela uma piranha. Aliás, não brigaria mais por piranha nenhuma, porque mesmo sendo monga eu sempre soube que você gostava de eu gostar daquele tipo de coisa e era isso que mantinha meu sorriso abobalhado pela manhã - você não iria a lugar algum. E ao invés de virar a cara e fazer birra, diria que ver você ir embora todos os dias por qualquer coisa babaca como futebol ou o medo de te "expulsarem da república porque eu não passo tempo com eles" me matava e fazia me sentir dessas que não merecem nem uma despedida decente além de um "abre lá pra mim", imagina então dormir de conchinha depois de tudo o que você quisesse. Lembra daquelas vagabundas de quem você vivia rindo porque se sujeitavam a esse papel com os caras da FEG? Até elas mereciam carona pra casa, enquanto você escondia minha chave e me empurrava pra fora do quarto pros outros me verem chorar e parecer louca enquanto volto pra casa de madrugada na chuva, bêbada e sozinha. Mas tudo bem, nada disso aconteceria porque eu não ia brigar por nem lembro mais que motivo.

Não iria neurótica fuçar seu histórico de conversas com aquele cara que você dizia ser um babaca e descobrir sua paixonite que nunca me foi secreta por aquelas duas meninas da sua sala. Aliás, viraria amiga de uma delas como você queria - se esse ano eu consegui superar toda essa história de ter que odiar ela pra sempre porque ela é uma-gostosa-que-você-queria-foder-e-era-um-bom-motivo-pra-ir-para-as-aulas, por que não superar antes?

Eu te pediria pra ver estrelas deitados na cama com a janela aberta mais vezes, te contaria da agonia gostosa que sentia no carinho na dobrinha do braço e te diria que tudo bem não conseguir ver explosões cósmicas e anjos tocando harpas todas as vezes, porque o que eu tinha já era excepcionalmente perfeito: todo o romance e as propostas silenciosas e olhares constrangedores e o jeito de perceber um ao outro que mostravam que você me completava e vice-versa. Depois de entender o quanto eu precisava crescer, acho que mudaria basicamente tudo - menos todo o amor que eu sentia e ainda sinto por você.